quarta-feira, 23 de março de 2011

Outra loucura...



P R I S I O N E I R A 


Se você não pode simplesmente ser aquilo que é, então qual é a razão? A razão de viver, de existir, de estar aqui?

Se você é assim, se foi "feito" assim, ou se desse jeito o meio em que vive te formou, acentuando seus defeitos, virtudes, sua personalidade...

Se dos erros e acertos, das felicidades e dos tropeços, foi só, ou tudo o que de você restou... Se esse é o "eu" que você construiu, que você encontrou; então qual o problema em ser assim, quem você é?

Se você vive, ainda que sem perceber ou querer, sentindo o que sente, fazendo o que faz, tendo as necessidades que tem, sendo o que é de verdade, o que pode haver de errado? 

"Por que sou assim? Por que tenho que ser assim? Por que todas as coisas precisam sempre, e tão invariavelmente, me tocar tanto, de forma tão profunda e visceral? Por que não posso ser eu, um ser humano normal? Por que?"

Tantos "porques", tantos "será" e "talvez"... Infinidade de perguntas. Aonde estarão guardadas as respostas? Existirão?

Haverá sequer um ser humano normal? Não procurará esse então pela loucura? Quais serão as suas perguntas? 

CADÊ A CHAVE?

É tão sensatamente maluca a maneira como as pessoas mesmo sendo tão diferentes,  aprendem a lidar com suas desigualdades, de forma igualmente contraditória... Opressora, benigna, julgadora, solidária, voraz, implacável. 

É isso, somos implacáveis! 

Diferente e implacavelmente humanos...

Em uma dessas minhas "viagens", procurando por palavras que eu sabia de antemão não iria encontrar, mais uma vez me despi de mim mesma, contaminada por aquela maldita emoção exagerada que me toma, por aquela maldita emoção exarcebada que me expõe, por essa maldita emoção doentia.
 
Alguém, que obviamente julguei mais insensato que eu, ousou me dizer que eu tinha sorte. É sorte! De ser como sou, de não ter vergonha, de ter coragem de me mostrar assim... Como sou.

Disse mais do que isso, disse que eu tinha sorte de sentir tanto, tudo... Porque a razão, a razão aprisiona a alma e o coração...

Nossa... Como que num turbilhão louco, eu entrei de cabeça nessas palavras e à deriva naveguei, assim, sem rumo, sem prumo, sem nada nem ninguém... 

Pensei, refleti... Repensei...

Por um instante qualquer, que não sei dimensionar, me senti L-I-V-R-E!

Claro, a razão aprisiona o coração, limita o ser humano, não permite que ele simplesmente se deixe levar... A razão é companheira do medo, da falta de coragem, da sensatez estúpida, que nos impede de viver a melhor parte da vida, aquela que vivemos com o coração!

Ai lembrei do Pequeno Príncipe que há tantos anos, dentre tantas e inúmeras lições de vida e humanidade, já havia deixado uma, fundamental: "Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos." **

Mas fui e sou obrigada a cair em mim novamente, não posso me  esconder e fugir daquilo que sou!

Como posso esquecer o quanto e quão veementemente acreditei haver algo errado comigo? E as inúmeras vezes em que desejei aterradoramente mudar, as milhares de vezes que tentei, naquelas que com força atroz, me debatendo, pecando, errando, chorando... Lutei?! POR DEUS, COMO EU LUTEI!

E essa luta voraz, essa tentativa torpe de ser melhor, ou pelo menos quem sabe, diferente... Ahhh, essa luta, pra mim mesma eu perdi! Nessa, eu não consegui me vencer...

Me vem à mente a tal da coragem... E sabe? Se eu escrevo, se coloco para fora, se me dispo de mim mesma, se desnudo minha alma, é por necessidade, e não desejo ou coragem!

Fui e serei sim julgada! Se dói? Dói muito! Mas foi, é e será sempre assim. Nem todos concordarão, aceitarão ou sequer acreditarão em mim...

O fato, é que nenhum deles poderá mudar a única realidade: o ser que essencialmente sou e não consigo deixar de ser!

Uma prisioneira. Prisioneira do meu coração, da minha alma... Prisioneira eterna dessa imensidão, desse infinito assustador de emoção!  ♥



** Citação do livro "O Pequeno Princípe" de Antoine de Saint-Exupery



♥♥

segunda-feira, 14 de março de 2011

Texto/Crônica



IRRACIONAL? E DAÍ?


Aqui, bem aqui dentro do meu peito, bate, vibra, inquieto e louco, um coração quase que alucinado. E ele bate com tanta vontade, tanta sede de vida e intensidade, que mesmo ciente de toda a incoerência, insensatez, da falta de razão, da estupidez, ele continua batendo assim, e só assim ele consegue bater.

Sofrendo, sorrindo, chorando, ou seja lá o que for, eu, e ele que me move, seguiremos assim, SENTINDO...

Sabe, as vezes é difícil ver-se um ser assim tão passional, emocional, muitos diriam irracional!

Mas a verdade é que nem por um segundo sequer posso tolerar a absoluta falta de sentidos, o vazio de sentimentos, a acomodação, a quietude da alma, o breu, o vácuo, a paz proveniente do nada...

Mil vezes a dor de ter me entregado, me encantado, me iludido, me decepcionado.

Mil vezes ter me deliciado, rastejado, enlouquecido, me lambuzado e me humilhado.

Mil vezes o engano de ter vibrado, acreditado... E me machucado...

Mil vezes essa inquietude que me corrói por dentro, essa visceralidade que me move, que me faz sentir tudo, tão fortemente, tão ardentemente, tão com-ple-ta-men-te!

Milhares de vezes grito e repito, com todas as letras e sem titubear, milhares de vezes ter A M A D O!!

Centenas de milhares de vezes ter sentido e continuar sentindo TUDO, cada segundo, cada movimento, cada partícula de dor, de amor, de tempo; ao entorpecimento indiferente provocado pela covardia de não ter sequer arriscado.

Por isso, eu, que nada sei, nem sobre o amor, nem sobre coisa alguma, quanto mais observo o mundo, as pessoas à minha volta, seus encontros e desencontros, ilusões e desilusões... Quanto mais confusa fico, quanto mais percebo a minha falta de domínio sobre as pessoas, as coisas e as vezes até sobre a minha própria vida...

Contraditória e insanamente, carrego mais e mais a certeza, de que nunca, jamais, aconteça o que acontecer, doa o quanto doer... Não importa, eu não serei enterrada viva! Eu me recuso!

E enquanto houver um resquício de ar, enquanto houver uma lufada, uma brisa, uma centelha de esperança, eu não desistirei daquilo no que realmente acredito, que é tudo, que é a razão de existir, que é a própria vida... Daquilo que é e sempre será começo e fim, o não e o sim, em você e em mim... O AMOR!!



quinta-feira, 10 de março de 2011

Poema


 SE


Se eu lhe pedisse ardentemente um beijo
E tu, ousado, loucamente me concedesse
Saciaria momentânea ou eternamente meu desejo?

Se eu lhe rogasse por um único abraço
Se com ternura, ainda que falsa, me desse
Estaria em seus braços meu lar, meu regaço?

Se eu quisesse só, um pouco de carinho
E com um tanto dele, tu me presenteasse
Teria eu com isso, encontrado o caminho?

Se de joelhos eu lhe implorasse por amor
E por um motivo qualquer, tu me amasse
Mataria, arrancaria do meu peito essa dor?

Se eu pudesse conhecer o teu maior segredo
Se dele fizesse parte, se os mistérios desvendasse
Isso expulsaria de mim milagrosamente, o medo?

Se eu deixasse de em ti e só em ti, tentar a cura
Se pra dentro de mim com sinceridade olhasse
Cessaria enfim essa insana e doentia procura?

Se eu parasse de em ti infinitamente buscar e buscar
Se nos detalhes, na jornada, mais atenção prestasse
Não viria eu, de coração aberto, à verdade encontrar?


Texto

 ♥

SÓ MAIS UM PENSAMENTO SOBRE O AMOR...

Eu sempre me pego pensando em porque maldição eu sou assim, tão estupidamente romântica, inocentemente sonhadora.

Talvez eu seja fruto de uma geração em que os relacionamentos são superficiais, em que as pessoas não se abraçam com frequência, em que é dificil ouvir alguém dizer para o próprio pai: "Cara, eu amo você!".

Para uma pessoa intensa como eu, talvez isso, essa superficialidade tenha gerado bem aqui dentro, uma espécie de carência desse tipo de afeto, desse carinho genuíno, desse querer bem por querer bem, sem que seja necessário motivo, explicação...

Esses dias eu vi um filme que me fez ver tudo sobre uma seguda perspectiva... A de que talvez eu seja assim porque eu cresci completamente influenciada pelo romantismo doloroso do pop rock.

Eu aprendi a viajar ao som do Bon Jovi cantando "I'll be there for you", Guns N' Roses e seu "Patience", Lulu Santos sendo o "Último Romântico", os Paralamas ensinando que "saber amar é saber deixar alguém te amar", avisando "cuide bem do seu amor, seja quem for", e mostrando como "a gente até odeia quem ama, por quase um segundo, mas que depois, a gente ama mais"...

Pra acabar de melar a história toda, tem aquele tal de Cazuza né? Esse é culpado sem direito a julgamento! Me fazer acreditar que ser tão estupidamente exagerada é normal! Que é normal eu deixar de respirar, que é normal eu morrer de fome, se você não me amar!!

E como se não bastassem as trilhas sonoras, ainda houveram os filmes e livros de amor, ahhh, esses imperdoavelmente me reviraram a alma, me fizeram o avesso do avesso do avesso... Neles, com eles, por eles, senti dor, piedade, paixão, torpor... 

Como esquecer a última cena de O Paciente Inglês "- Eu sempre te amei"... essa fala, essa cena, essa, ainda que eu viva 500 anos, essa não vai me abandonar!

E os poetas? Desses me recuso sequer a falar... Malditos sejam! Bando de fingidores, que fingem tão completamente, que chegam a fingir que é dor, a dor que deveras sentem!

Será? Será que sou mero produto tolo de uma geração artística que me fez acreditar piamente numa ilusão, numa história inventada?

Ah eu não quero acreditar... Porque já senti na pele a força e o poder desse sentimento insano e mágico, que alimenta a alma e corrói as vísceras a um só tempo!

Seja lá quem ou o que é responsável por esse ser estranha e peculiarmente exagerado e romântico que me tornei, tudo que importa ao final, é que por mais que eu tenha tentado, eu não sei mudar, não sei ser diferente, não sei ser INDIFERENTE.

Eu ainda choro ouvindo uma música de amor! Eu ainda choro assistindo Casablanca ou lendo Neruda, e, pior, eu ainda acredito, acredito, acredito, e não sei deixar de acreditar nesse tal de amor!

Como podem as pessoas ter tanto medo de se entregar? De se relacionar, se envolver, se apaixonar?

Tá, você pode sofrer? Pode errar? E daí? Nós cometemos tantos erros na vida em nome de coisas tão banais...

Então, por que? Que se danem os erros, os medos, enganos, impedimentos, tudo! Isso é tão pouco, é tão nada, se você puder sentir nessa vida, por cinco minutos, a magia de encostar as suas mãos na de alguém e sentir o seu corpo levitar...

Se vc puder recostar a cabeça em seu peito e saber que ali está o seu pedaço preferido no mundo, o seu universo particular...

Se você fizer aquela pessoa sorrir, e ver no sorriso dela o verdadeiro significado da felicidade...

Se mergulhar em seus olhos na certeza de que ali, é definitivamente, o lugar aonde você gostaria de se afogar!

Se você puder, ao menos uma vez na vida, sentir-se pleno ao lado de alguém, só por tê-la ali, naquele exato pedacinho de tempo, ao seu lado, só pra você, só por você...

Se você puder sentir uma única vez o poder, o contentamento, a plenitude, o encantamento, o êxtase, a SUBLIME sensação de AMAR...

Ah! Você ousaria dizer, que acontecesse o que acontecesse depois, não teria valido a pena?

Você ousaria dizer que a melhor parte da vida, não é, definitivamente, saber amar?




terça-feira, 1 de março de 2011

♥♥♥


Vivi cada momento, cometi cada loucura, e dentre os poucos acertos, os inúmeros erros, as pessoas que machuquei e as que loucamente amei. Levo comigo a intensidade, de todo momento, de cada  passo, de uma vida que talvez não tenha feito sentido algum. Ou talvez tenha... Quem vai saber? 


Já não tenho dedos pra contar
De quantos barrancos despenquei
E quantas pedras me atiraram
Ou quantas atirei
Tanta farpa tanta mentira
Tanta falta do que dizer
Nem sempre é "so easy" se viver
Hoje eu não consigo mais me lembrar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de incompreensão
Eu já deixei
Tantos bons quanto maus motivos
Tantas vezes desilusão
Quase nunca a vida é um balão
Mas o AMOR me cura
De uma loucura qualquer (...)
Estúpida, insensata, louca, infantil,
inocente, carente, demente, 
romântica, ridícula, intensa,
intensa, intensa, intensamente intensa....
E se isso for algum defeito
POR MIM TUDO BEM!!
TUDO BEM, TUDO BEM!!


Dei uma mexida bem particular nessa pérola do Lulu... Mas é só mais um errinho tolo, é só mais uma bobagem, da qual nem se orgulhar, nem se envergonhar...

Humanamente....

♥♥♥

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Amor?



Hoje, dando uma olhada num blog que aprecio e que por isso mesmo frequentemente visito, me deparei com um vídeo e uma música lindíssima que me fizeram chorar e pensar... Pensar sobre muitas coisas, e em especial naquelas relacionadas ao coração.

Quem me conhece, ou já parou para dar uma lida em qualquer coisa que escrevo por aqui, certamente notou que sou uma "amante do amor", desse sentimento misterioso que mexe com as pessoas de forma única, devastadora, avassaladora e algumas vezes, irreparável!

E é assim... Sempre penso no amor, e quando digo amor, me refiro ao sentido mais amplo da palavra. No amor pelas pessoas, pela natureza, pelos animais, pelas imagens, pela música,  pela poesia, enfim, amor, simplesmente amor, toda forma de amor!

Mas hoje, essa música me fez pensar em mais do que isso, me fez pensar no que se faz ou pode fazer por amor. No poder do amor, ou na sua superficialidade... Se é que podem essas palavras: AMOR e SUPERFICIALIDADE serem ditas numa mesma frase!

E aí eu me recordei de um livro que li há muito tempo, um livro belíssimo, tocante, eterno, de um dos meus autores favoritos, Gabriel Garcia Márquez: O AMOR NOS TEMPOS DO CÓLERA!

Esse livro foi adaptado pra cinema, e o resultado foi um filme belo e muito romântico, como aliás, não poderia deixar de ser:





Ao final... E de tudo, me restam apenas algumas poucas conclusões, ou talvez nem seja isso, mas enfim:

- Um amor verdadeiro pode vencer todas as barreiras, do tempo, do espaço, da distância, das impossibilidades, de tudo e até mais!

- Já outros amores, não são capazes de resistir a uma semana, vinte dias, um mês, a uma ausência, uma distância, a uma única adversidade...

Ainda assim, quem vai ousar dizer que não foi, é ou será amor?


♥♥

sábado, 19 de fevereiro de 2011

apenas mais uma de amor...



ENGANO

Entreguei a ti bem mais que meu coração
Lhe dediquei toda e cada palavra
Imagens, momentos, promessas embriagadas de paixão...

Só a ti, a mais ninguém, pertenceu meu melhor sorriso
Meus sonhos, minhas lágrimas de saudade
Tudo, tudo... E além do que julguei preciso!

Acreditei estar em ti a tal felicidade
No teu sorriso procurei secretamente a cura,
Nos teus olhos, calada, implorei por verdade.

Perdida em caminhos perigosos de sedução
Fui cega aos sinais, ignorei qualquer maldade
Me doei, dominada pela mais profunda emoção!

Em juras de amor, tola, mergulhei desarmada...
Vivi deliríos, loucuras, abandonei a sanidade
Busquei visceralmente ser por ti amada!

Pra que? Por que?

Mais uma vez me feri. 
Me feri de ti.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011



Infelizmente, eu não conheço a autoria dessa frase, tão significativa, tão cheia de verdade e sentimento, mas ela é incrível, não é?

"A fase mais difícil do amor 
é quando sabemos que ele deve morrer, 
mas não temos força para matá-lo."


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Nesse momento



Hoje, em meio a um surto de falsa inspiração, possivelmente provocada por esse turbilhão ilusório de sentimentos pelo qual me encontro tomada, eu escrevi um texto enorme e patético que num primeiro momento pensei em postar aqui. Era um amontoado de palavras que falavam de amor, saudades, decepção, dor, angústia, felicidade, espera, encontro, contentamento e etc, etc, etc...

Ao final, por qualquer razão, todas aquelas palavras tornaram-se sem sentido, desnecessárias, tolas, quase que vazias mesmo.

Então, fico com uma "gracinha" que a minha avó sempre me dizia, e na qual eu sempre, invariavelmente retorno:

"O amor é uma frutinha.
Ora doce, ora azedinha..."


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Quintana (em mim)




Tenho lido muito Mario Quintana... E por Deus, é soberbo!

"E se o que tanto buscas só
existe em tua límpida
loucura, que importa?
Isso... Exatamente isso, 
é o teu diamante mais puro!"


♥♥♥

 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Amor, medo, espera



ESPERA

Tenho medo
Do tempo, da distância
Das horas, do esquecimento
Da ilusão, da circunstância
De não ter mais um único momento...

Tenho medo
Da falta de uma doce lembrança
Da morte precoce do sentimento
Do poder destrutivo da insegurança
Do seu insano e cruel tormento!

Tenho medo
Da maldita e tortuosa ausência
De desistir, de não suportar
Ou de fomentar a falsa esperança
Medo de jamais concretizar...

Tenho medo
Da estupidez da desconfiança
De ver os sonhos ruindo, acabar...
De ter só o desamor como herança
Tenho medo aterrador de me enganar!

Ainda assim, espero...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Um alô, um tchau, um "até logo"



Olá pessoas,

Então... Complicado, mas vamos lá! rsrsrs

Tenho me sentido assim, algumas vezes, como que em "débito" com as pessoas que sempre e tão gentilmente, passam aqui pelo meu cantinho, nem sei bem a procura de que...

Alguns são bons amigos, outros são pessoas interessadas em quem sabe um ou outro verso que lhes atraia, lhes toque a alma e o coração!

Realmente não sei, mas seja qual for o motivo que os faz parar alguns minutos do seu dia, e passar por aqui, quero de todo o coração agradecer... Nem tenho palavras pra dizer o quanto me faz bem receber as visitas e os comentários delicados de sempre!

Obrigada!

Não, isso não é uma "despedida"... E não, eu não deixei de escrever, porque sem isso o que me restaria afinal? 

É certo que vivo meus momentos de hiato criativo, momentos como esse, nos quais estou inteira e internamente morta, momentos em que permito que minh'alma, se desligue de mim e permaneça suspensa em algum lugar, um buraco vazio entre os sonhos e o abismo... Mas sei também que é um vazio necessário para me refazer. O grande problema é que nunca sei quanto tempo vai durar ou porque acontece.

Hoje em especial, depois de tanto tempo sem postar nada, só vim dizer, que embora esteja escrevendo, definitivamente não há nada que valha a pena compartilhar... 

Costumo dizer que escrever é uma necessidade, a única forma de me esvaziar de mim mesma e de tudo aquilo que tão intensamente me inunda, em ondas de sentimentos,   ondas turbulentas, ferozes até, fortes demais para que eu possa suportar "calada".

Não sei até quando vai esse meu "afastamento" do blog, essa falta de inspiração e vontade de falar sobre coisas que as pessoas gostam de ouvir (ler), especialmente sobre o amor, esse sentimento contraditoriamente sublime, que me move e fascina, que me eleva e ilumina!

Na falta das palavras certas, que parecem ter se perdido de mim, ou do meu caminho. Nesse sofrimento atroz que a falta delas me traz, gasto menos tempo escrevendo, postando, criando... E volto a engordar o bolso dos psicanilistas!

Mas continuo aqui... 

Beijo imenso a todos, com meu carinho sincero. E até breve!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010


ANTES DO FIM

Bem antes do fim do tormento
Antes do sopro de vida, da aragem,
do céu aberto, do último lamento

Bem antes da confiança
Do fio de esperança
daquela última lembrança

Bem antes do final da dor
Antes da indiferença
Da verdade, da necessidade, da crença

Bem antes do amor acabar
Meu peito dilacerado voltava a encontrar
Um Coração frenético a bater, bater e pulsar

Bem antes de tudo
Vi a cura chegar, olhando em meus olhos
a dizer: - Ei, vem cá...



terça-feira, 21 de setembro de 2010

De amor...

♥♥


DOCE FERIDA

É só assim que eu sei te amar
Maior que a dor da despedida
Bem maior que a tua partida
Maior que o sol, a lua e o mar!

De tanto amor, vivo a esperar
A mentira mil vezes prometida
A loucura que é minha medida
Atada à esperança de reencontrar...

Esse amor que faz bem e escraviza
Doce ferida que não cicatriza
Amor imenso que não tem fim!

Tatuagem indelével em meu coração
Cada palavra, gesto, cada emoção
Intacto... Inesquecível dentro de mim...

♥♥

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

POEMA

♥ ♥

COLIDIMOS


Sinto falta 

Dos sussuros que não ouvi
Dos beijos que não experimentei
Das carícias que não recebi
Do corpo que não toquei

Sinto saudade

Do sorriso que não vi
Do olhar que não olhei
Daquilo tudo que não vivi
Das coisas todas que imaginei

Sinto vontade

Das mãos que não senti
Do gosto que não provei
Das palavras que não ouvi
Do tanto imenso com que só sonhei

Eu sinto desejo

De experimentar cada milímetro seu
O delicioso atrito do seu corpo no meu
Imagens suas... Sempre me perseguindo
Tudo de você em mim colidindo! 

Eu sinto... Ah, como eu sinto você...
♥ ♥

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

POEMA DE AMOR

♥ ♥


AINDA LEMBRO


Eu ainda lembro de cada palavra dita
De cada olhar intimamente trocado
De cada gota de suor escorrida
Do cheiro do nosso amor exalado


Eu ainda lembro dos teus dedos em mim colados
Dos teus beijos, lembro o delicioso sabor...
Do sublime roçar de nossos corpos molhados
Eu lembro de toda e cada jura de eterno amor!


Conto cada hora e minuto no relógio a bater...
E de te esquecer, disso não consigo lembrar!
Estaremos juntos um dia... Vai acontecer?
Poderemos enfim, sem máculas, nos amar?


Estarei outra vez presa em suas calorosas mãos?
Meu corpo entrelaçado ao seu... Plenamente?
Com desejo, êxtase, contentamento, com tanta paixão?
Aguardo os segundos... Ah, eles passam tão lentamente...


E dentro do peito, só o que faço é gritar...
Ainda grito em silêncio teu nome:
- Vem... Vem... Vem...
Vem me amar!!


***


Eu estava ouvindo "Amor Perfeito" 
do Michael Sulivan e Paulo Massadas, 
interpretada pelo Dois a Um. 
E escrever foi absolutamente inevitável... 
Aliás, mais um pouco e eu os plagiava... hahaha
VEMMMMMMM!!




♥ ♥

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

♥ ♥


Salve-me!
 Tire-me desse poço
Me puxe, aperte, dê-me a sua mão!
Livre-me da desgraça da escuridão!
Ou então, simplesmente me deixe morrer
Sem olhar para trás, vire-se sem sofrer...
Porque eu não posso mais suportar
Essa dor atroz a me escravizar
Duras e lentas chicotadas no coração
Chagas que matam aos poucos a emoção!
Inconsciente... Por Deus vejo tudo perecer!
Minh'alma, meu corpo, todo o meu ser...
Dor que finda com minhas esperanças
Acaba com todos os sonhos de criança
Meus desejos, anseios, tudo destrói!
Repugnante dor, lancinante me corroe...
Eu tento! Me debato... Juro!
Eu quero me segurar, aqui me prender
A esse fio, essa linha, não esmorecer...
Mas meus dedos cortados sangram
Existirá cura, um elixir?
Até quando poderei resistir?
Olho pro horizonte e só vejo o fim...
Ele está logo ali, além do firmamento.
Quase posso tocar a morte
Sua doce voz rouca me chama
Meu peito a ela resiste, 
Por uma lufada de vida clama:
- Salve-me!!


♥ ♥

segunda-feira, 16 de agosto de 2010


♥ ♥


"Perto do amor que você e eu vivemos, 
Romeu e Julieta tiveram apenas um flerte"  
Roberto Carlos


***


OS MEUS VERSOS, QUE SÃO E SERÃO SEMPRE SEUS...


Por toda a minha vida...
A cada novo alvorecer
Escreverei ao menos um novo verso de amor...
E eu o farei
Só para que você saiba
Que não acabou...
Que não morreu
Que nunca vai morrer o que sinto...
Só para que você saiba
Que está vivo em meu coração!
Que a cada batida sem rumo
Ele se esquece de tudo,
Mas ainda lembra seu nome
seu toque, sua voz, seu cheiro!

Por toda a minha vida...
A cada novo raiar do sol
Ou ainda que esse esteja encoberto
Por detrás de nuvens que tentem me cegar
Eu não vou deixar...
Nada vai me deter!
Aconteça o que acontecer...
Eu estarei aqui, te esperando
E eu vou escrever!
Se eu desistir de você,
Se eu desistir de lutar,
Eu desistirei de mim...
Como poderei me perdoar?

Por toda a minha vida...
Quando o dia se for
E a noite cair...
Venha ela mansa ou ferozmente
Ao me deitar em minha cama fria
Fecharei os olhos e o verei novamente
O seus olhos, seu sorriso, seu rosto...
Você todo, gravado em minha mente!
Só para que sejas sempre...
A primeira imagem de cada despertar
E a última de cada adormecer...
Eternamente...


Em cada dia e noite da minha vida!
Eu esperarei por você...
Enquanto houver vida em mim,
Eu esperarei por você!
E quando você enfim chegar,
Aos prantos de felicidade vou te abraçar
Em êxtase e contentamento vou me banhar
Cada minuto perdido será apagado
Por um beijo apaixonado...
Cada dia não vivido por nós, será lembrado
Com felicidade e não como um fardo!
 
Porque mesmo na impossibilidade,
Sem exigências ou máculas,
Sem nenhum esforço...
Eu estive aqui...
Eu lhe dediquei um verso meu...
Que é e será sempre seu!
Como todo meu amor 
Absoluto e incondicional...
Sem orgulho ou vaidade
Eu te esperei e amei,

Só com verdade...

E quando dessa vida eu me for...
Quando meu corpo estiver ausente
Lembre-se de todo e cada verso
Que com amor eu lhe fiz
À espera do momento de sentí-lo presente!
E esteja aonde estiver

Não ouse por mim sentir dor...
Olhe para o céu e tenha a certeza
De que cada estrela, é mais um verso 
Que para você, ainda estarei fazendo...
Meu único e eterno amor...





♥ ♥

DEVANEIO

♥ ♥

MINH'ALMA


Minh'alma carrega os beijos de amor que dei
e os que me foram dolorosamente negados
Carrega as lágrimas sofridas que derramei
e as que cruelmente, segurando reneguei
Carrega as batidas frenéticas do meu apaixonado coração
e a torpeza daquelas fracas, sem sentido, vividas na mornidão

Minh'alma carrega loucura, paixão, alegria e êxtase
mas também tristeza, rancor, alguma mágoa e desinteresse
Carrega um pouco da razão que tive e que lutou!
e o muito de emoção, que sem esforço ganhou!
Ela carrega as lembranças dos que me fascinaram
e as do que imensa dor e desespero me causaram

Minh'alma carrega tantas coisas...
E já foi de tantas cores e formas...
Feita de toda e nenhuma matéria
Ela é abstrata, é paupável
Já teve tantos donos,
Ninguém nunca mandou nela...

Invisível aos olhos comuns
Só a enxergou quem me amou
E àqueles para quem abri meus olhos de verdade
Ah! Esses puderam ver toda a infinda contrariedade!
Um amontoado de sentidos e de sentimentos
fragmentos de vida, eternizados momentos...

Oh! Pobre grande alma minha!
Carrega tanto de mim mesma
que não sou outra coisa senão ela no mundo!
E ela, é o que, além do meu eu profundo?
É meu eu do avesso, do direito,
A comportada, a fora de linha...
A risonha... É meu retrato quando entristeço!

Mas se essa mesma alma, sou eu, e só eu
Por que em minha companhia anda tão sozinha?
Leva consigo todas as minhas histórias
É o meu baú secreto de memórias
Carrega tudo que sou (serei tão pouco?)
Ela anda leve, perdida, cega, vazia...

Minh'alma que não é indecente, tampouco inocente
Por conta própria, ama, odeia, sofre, é incoerente...
Quereria poder salvá-la... Como?
Desobediente, tal qual eu mesma, tornou-se independente!
Vai hoje muito além dos segredos contidos no meu coração...
Minh'alma sofridíssima e passional

É agora dona, de uma tal solidão...


***

Se alguém quiser ouvir, aí vai...


♥ ♥

domingo, 15 de agosto de 2010

♥ ♥ ♥

Ah! o amor
Que outro sentimento senão ele,
Tão perfeitamente idealizado
Tão imperfeitamente humanizado...
Que outro sentimento poderia abrigar
Com tamanha compreensão,
A angústia, a dor e a temível solidão?
Que outro?
Se é nele... E só nele!
Que se aprende a sentir tudo...
Com rica minucia e tortuosa exatidão.
Ah! O amor...
Sem explicação...
Ah! Os mistérios do coração... 


♥ ♥ ♥